Curso de NR-10 no SENAI: preço, EAD e a norma nova que muda tudo em junho de 2027

40 HORAS POR NORMA NR NOVA EM 2027 — Curso de NR-10 no SENAI: preço, EAD e a norma nova que muda tudo em junho de 2027

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O NR-10 é o treinamento obrigatório para quem trabalha em instalações elétricas, e o SENAI é uma das principais portas para ele. Só que a busca por curso SENAI NR-10 devolve preços que variam mais de 130 reais entre estados para a mesma carga horária, três modalidades diferentes de aula e uma dúvida recorrente sobre a reciclagem que nem os sites de curso resolvem, porque a resposta está no texto da norma, e não no catálogo.

Fomos aos dois PDFs oficiais no gov.br: a NR-10 em vigor e a redação nova, publicada pela Portaria MTE nº 737, de 29 de maio de 2026. Dela sai o dado que muda a decisão de quem vai se matricular agora: a norma foi inteiramente reescrita, e o texto novo passa a valer em 1º de junho de 2027. Esta página cruza o que a norma exige com o que cada regional do SENAI de fato oferece hoje, no mesmo espírito das outras do silo de cursos do SENAI por ocupação.

Valor do curso de NR-10 no SENAI: quanto custa em cada estado

Não existe tabela nacional. Cada Departamento Regional define o próprio preço, e a diferença é grande para um curso de conteúdo mínimo definido por norma federal. Valores conferidos nas páginas oficiais em 2 de setembro de 2026:

Regional Carga horária Modalidade Valor publicado
SENAI-CE (Maracanaú) 40h Presencial R$ 359,00 à vista ou 4x de R$ 89,75
SENAI-ES 40h Presencial R$ 490,00, em 2x de R$ 245,00
SENAI-SP 40h Presencial, em 12 unidades não publicado na página do curso
SENAI-BA não publicada Presencial, remoto ao vivo ou híbrido não publicado na página geral
SENAI-PE não publicada EAD não publicado

Entre o Ceará e o Espírito Santo há 37% de diferença de preço pelas mesmas 40 horas e pelo mesmo conteúdo mínimo do Anexo III da norma. É o mesmo padrão que já medimos em outras ocupações: o nome do curso é nacional, o preço e o calendário são estaduais. Quem quer comparar antes de decidir encontra o endereço oficial de cada regional em os 27 SENAIs do Brasil.

O curso de NR-10 do SENAI é gratuito

Nas páginas de catálogo, não: o NR-10 aparece como curso pago em todas as regionais que publicam valor. Mas a pergunta tem uma resposta melhor do que “procure um curso grátis”, e ela está na própria norma. O item 10.9.1 da redação nova é explícito: os treinamentos previstos na NR-10 devem ser realizados “a cargo e custo do empregador e durante o expediente”. Quer dizer que, para o trabalhador que já está empregado na função, o curso não é uma despesa pessoal a ser caçada de graça; é obrigação da empresa, feita dentro da jornada.

Sobra o caso de quem ainda não está empregado e quer o certificado para se candidatar. Aí existem duas rotas sem custo, nenhuma delas garantida: aparecer em edital de gratuidade do PSG, que às vezes inclui NR-10 entre as qualificações do lote, e o treinamento oferecido pela empresa já na contratação. Vale acompanhar as chamadas em cursos gratuitos do SENAI.

NR-10 online, EAD e presencial: o que muda entre as modalidades

As três existem no SENAI, e não são equivalentes. O SENAI-SP oferta o básico apenas presencial. O SENAI-PE tem versão EAD do básico. E o SENAI-BA publica as três possibilidades na mesma página: 100% presencial nas unidades, 100% remoto ao vivo pela plataforma Meu SENAI, e o formato misto.

Atenção ao que “online” quer dizer em cada caso. Remoto ao vivo é aula com hora marcada e professor na tela, e não conteúdo gravado para assistir quando der. A NR-10 nova, aliás, não trata de modalidade em lugar nenhum: ela remete à NR-1, que é onde as regras de treinamento a distância ficam. Então nenhuma regional pode alegar que a NR-10 proíbe ou autoriza EAD por si só. Se o formato a distância for o seu caminho, compare também o que já reunimos sobre cursos EAD do SENAI.

A reciclagem da NR-10, e a carga horária que a norma não fixa

Este é o ponto em que quase todo site de curso erra, e o erro sempre vai na mesma direção: apresentar um número de horas como se fosse exigência legal. O texto em vigor diz duas coisas diferentes, nos itens 10.8.8.2 e 10.8.8.3.

O 10.8.8.2 determina que “deve ser realizado um treinamento de reciclagem bienal” e, além disso, sempre que houver troca de função ou de empresa, retorno de afastamento superior a três meses, ou mudança significativa nas instalações, nos métodos ou na organização do trabalho. Já o 10.8.8.3 trata da duração, e não crava número: a carga horária e o conteúdo da reciclagem “devem atender as necessidades da situação que o motivou”.

Ou seja: as 16 horas e as 20 horas que circulam como obrigação legal são prática de mercado, e podem ser adequadas ou insuficientes conforme o motivo da reciclagem. O que a norma cobra é a periodicidade bienal e a aderência ao que mudou. O certificado do SENAI-BA, por exemplo, é publicado com validade de 2 anos, que é a leitura direta desse prazo.

A NR-10 foi reescrita em 2026, e a regra nova vale a partir de junho de 2027

A Portaria MTE nº 737, de 29 de maio de 2026, publicada no Diário Oficial de 1º de junho de 2026 e retificada em 24 de junho, substitui integralmente o texto da NR-10 e revoga as portarias que a sustentavam desde 2004 e 2016. O artigo 5º da portaria estabelece que ela “entra em vigor 1 (um) ano após a sua publicação”, o que coloca a virada em 1º de junho de 2027. O que já dá para saber:

Treinamento inicial Carga horária mínima na norma nova
Básico 40 horas
Complementar do SEP 40 horas
Complementar de Média e Alta Tensão (SEC) 16 horas
Complementar de Área Classificada 16 horas
Específico e pontual 8 horas
Compartilhamento de infraestrutura do SEP 40 horas

Duas mudanças pesam mais que a tabela. A primeira: a palavra reciclagem não aparece nenhuma vez no texto novo, que reorganiza tudo sob “treinamentos iniciais” e treinamentos de atualização com outra lógica. A segunda: nasce a figura do trabalhador-capacitado, formado sob plano de aprendizagem de um profissional legalmente habilitado, e o item 10.8.3.3 diz que essa capacitação “só terá validade para a organização que capacitou o trabalhador-capacitado”. Quem se capacitar por essa via não leva o certificado para a próxima empresa, ao contrário do que acontece hoje com o curso básico de 40 horas.

Para quem vai fazer o curso em 2026, a consequência prática é simples: o básico de 40 horas continua valendo, porque a carga horária não muda; o que vale a pena é guardar o comprovante e acompanhar como a sua regional vai adequar o catálogo antes de junho de 2027.

Onde fazer o curso de NR-10 do SENAI

Curso de NR-10 do SENAI em SP e na unidade de Santo Amaro

O SENAI-SP publica o básico de 40 horas em 12 unidades: Alumínio, Campinas (Ponte Preta), Franca, Guarulhos (duas unidades), Indaiatuba, Osasco, Paulínia, Ribeirão Preto, São João da Boa Vista e, na capital, Brás e Santo Amaro. Há ainda um curso separado de reciclagem no mesmo catálogo. O preço não é publicado na página: sai por consulta à unidade.

Curso de NR-10 do SENAI na Bahia e em Salvador

O catálogo de curta duração do SENAI Bahia exige 18 anos e atuação ou conhecimento prévio em eletricidade, oferece as três modalidades já citadas e aprova com nota igual ou superior a 7,0 e frequência de 100% em cada disciplina. Essa exigência de presença integral é mais dura que a média e merece atenção de quem depende de escala de trabalho.

Curso de NR-10 do SENAI no RJ, no RS, em Curitiba e em MG

Nas quatro, a oferta existe, mas nenhuma publica valor em página aberta, o que impede a comparação direta que fizemos com Ceará e Espírito Santo. No Rio, a operação é da Firjan SENAI; no Paraná, do Sistema Fiep, que atende Curitiba e região; no Rio Grande do Sul e em Minas, das respectivas federações. O caminho curto é abrir o portal da sua regional, cujo endereço oficial listamos um a um, e procurar por “NR 10 básico” no catálogo de curta duração.

O NR-10 no SENAI

Qual é a carga horária do curso básico de NR-10?

Quarenta horas. É o mínimo fixado no Anexo III da NR-10 para trabalhadores autorizados, e a redação nova, que entra em vigor em junho de 2027, mantém as mesmas 40 horas no Quadro I.

De quanto em quanto tempo preciso refazer o NR-10?

A cada dois anos, conforme o item 10.8.8.2, e também fora desse prazo em três situações: troca de função ou de empresa, retorno de afastamento por mais de três meses, e mudança significativa nas instalações, nos métodos ou na organização do trabalho.

A reciclagem da NR-10 tem 16 ou 20 horas?

Nenhuma das duas é exigência da norma. O item 10.8.8.3 estabelece que a carga horária e o conteúdo da reciclagem devem atender às necessidades da situação que a motivou, sem fixar número de horas. Os valores que circulam são prática de mercado.

Quem paga o curso de NR-10?

Para quem já trabalha na função, o empregador. O item 10.9.1 da redação nova determina que os treinamentos sejam feitos a cargo e custo do empregador e dentro do expediente. o certificado antes de ter emprego costuma pagar do próprio bolso ou disputar vaga em edital de gratuidade.

O certificado de NR-10 do SENAI vale em qualquer empresa?

Hoje, sim: o curso básico de 40 horas é reconhecido nacionalmente. A ressalva é para o futuro, porque a norma nova cria a capacitação sob plano de aprendizagem que, pelo item 10.8.3.3, vale apenas para a organização que capacitou. São coisas diferentes, e vale conferir qual delas está sendo oferecida a você.

Preciso do curso complementar de SEP?

Só quem trabalha no Sistema Elétrico de Potência ou em suas proximidades. São mais 40 horas, com o curso básico como pré-requisito obrigatório, pelo Anexo III da norma em vigor.

Fontes e verificação

Carga horária do curso básico e do complementar de SEP, periodicidade da reciclagem e o texto do item 10.8.8.3: lidos no PDF da NR-10 em vigor, no portal do Ministério do Trabalho e Emprego. Quadro I, figura do trabalhador-capacitado, item 10.8.3.3 e item 10.9.1: lidos no PDF da Portaria MTE nº 737, de 29 de maio de 2026, com a retificação publicada em 24 de junho de 2026. Preços, modalidades e unidades: conferidos nas páginas oficiais de cada regional em 2 de setembro de 2026. Onde a página oficial não publica o valor, esta página diz que não publica, em vez de estimar.

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